Enquando voltávamos pra casa fomos conversamos sobre feedback. Hoje cedo eu fui à escola pra reunião final do 4º ano. Mais uma vez saí de lá todo orgulhoso. O professor o elogiou bastante e eu confesso, com certo embaraço, que cheguei a gostar de algumas das poucas críticas, como a de que ele tem aumentado as “brincadeiras” em classe por estar-se tornando “muito popular”.
Por coincidência hoje eu também fui avaliado pelo meu chefe. Aproveitei pra contar pro meu filho como foi esta experiência, explicando que a maioria das pessoas é “avaliada” a vida toda e que, embora às vezes isso seja desconfortável, é melhor tentarmos encarar as críticas como oportunidades. E blá, blá, blá… eu juro que ele estava interessado.
Antes de chegar em casa, passamos na farmácia pra comprar umas coisinhas. A essa altura o papo já tinha ido fundo e eu não me lembro exatamente o que foi que eu disse que mereceu os seguintes comentários dele, que eu fiz questão de anotar num papelzinho pra não esquecer:
- Se você não sabe mentir você não sabe ganhar.
- Hein?
- A sinceridade nem sempre é o melhor caminho.
- Onde é que você leu isso, filhão?
- Eu não li. Eu raciocinei.
Pode?
Já dei uma batida no quarto dele mas não achei nenhuma cópia escondida de “O Príncipe“. Não sei, não… estamos lendo juntos o “Pai Rico, Pai Pobre” e isso pode não estar sendo muito educativo. Preciso ser mais cuidadoso.
