FISL6.0, empacotando pra viagem

Bem, a primeira palestra da tarde do último dia do FISL6.0 foi do Marshall Mckusick, sobre a história e o desenvolvimento do FreeBSD. Gostei bastante da palestra. Ele é extremamente didático e deve ter sido uma maravilha para os tradutores oficiais. O modelo de desenvolvimento do FreeBSD tem algumas diferenças significativas em relação ao do Linux. Por exemplo, tudo gira em torno de um repositório CVS central. (Eu queria lhe perguntar se eles estão com o CVS porque ele simplesmente lhes atende ou se têm algum plano de adotar algum sistema mais moderno, como o Subversion. Infelizmente, não consegui.) Há pouco mais de 6000 desenvolvedores. Mas eles não tëm permissão de commit no repositório. Quem tem são os aproximadamente 350 committers. Cada committer tem permissão de comitar um ou mais ports, que são os equivalentes aos pacotes do Linux. Mas não há controle específico no CVS. Isso funciona na base da honra. A cada dois anos todos os committers votam em nove dentre deles pra integrar o core group, que acabam realizando as tarefas de administração do projeto. O ports collection contém 12.000 ports, o que é comparável ao número de pacotes do Debian, por exemplo. Realmente impressionante.

A palestra seguinte foi do líder do LTSP, que é o projeto de thin clients usando Linux. Foi uma demonstração da instalação e da configuração. Ao perguntarem sobre desempenho de rede, ele citou um exemplo de um site que tem um servidor (creio que dual Xeon com 3GB de memória, mas posso estar enganado) suportando 140 clientes confortavelmente. Segundo ele, o importante é colocar uma interface GbE no servidor e interfaces FE nos clientes. Funciona bem.

Infelizmente, tive que sair correndo pro aeroporto pra pegar o avião. Peguei um taxi muito esquisito. O motorista acelerava bastante e desligava o motor, indo até onde conseguia na banguela. Daí ele religava o motor. Creio que ele fez isso umas dez vezes na viagem. Eu pensei em perguntar pra que ele fazia aquilo, mas juro que fiquei com medo de ouvir o que eu não queria…

Aqui no aeroporto eu me encontrei pela última vez com o Olivier Berger, um francês que estava no mesmo hotel e com quem conversei muito pouco. O engraçado é que quando eu cheguei eu o ouvi dizer seu nome e tive a nítida impressão de que era Bdale. Daí eu assumi no primeiro dia que ele era o Bdale Garbee, ex-Debian Project Leader. Mas quando eu conversei pela primeira vez com ele ele me falou que não. Pois é…

Em suma, foi uma viagem muito interessante. Espero poder realizá-la novamente no ano que vem.

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