Por que não dá pra baixar o “Pouer Point”?

2012-09-26

Vejam só a conversa que tive com minha filha via chat:

14:44 Juliana: papi, eu entrei aqui pra estuda mais eu to no winddows e quero ir no pouer point, mas nao tem power point, como eu baixo?
14:46 eu: oi fofs.  Não dá pra baixar o PowerPoint porque é um programa proprietário. Ele é pago.  A gente não tem PowerPoint em casa.
14:47 Juliana: e pq n pode baixar?
14:47 eu: porque é ilegal. Tem que pagar pra Microsoft pra poder instalar o PowerPoint.  Alguns programas são proprietários e pagos.  Outros, como os do Linux, são “livres” e de graça.  Esses a gente pode baixar.
14:48 Juliana: qual é aquele do google memo?
14:48 eu: É o Google Docs.
14:49 Clique em “Disco” aí em cima do Gmail.  Ele roda no Chrome mesmo
14:49 Juliana: ok
14:49 eu: Depois a gente conversa e eu te explico esse negócio de software proprietário e software livre, tá?
14:50 Juliana: nao prescisa
14:50 eu: Mas eu quero!  Deixa, vai!
14:50 Juliana: rsrrsrzsrrsrsrs
Será que ela vai me deixar explicar? Depois eu conto. 🙂
Anúncios

Quer uma sugestão?

2011-09-22

Tenho medo de um escorpião
Morder a minha mão.

Apesar de pequeno
Ele tem muito veneno.

Sua picada é dolorosa
E muito poderosa.

Quer uma sugestão?
Fique longe do escorpião.

— Juliana Loureiro Chaves


Dependência tecnológica

2011-06-30

 


Meus filhos não gostam de ler. E agora?!

2010-01-28

O Andreyev me mandou um link pro diário do Mentor Muniz, mais precisamente pro post no qual ele conta sobre a sua árdua luta pra manter o nível de leitura de suas filhas. Eu também tenho uma filha de sete e um filho (que perigo) pré-adolescente e achei o relato muito interessante. Só que, infelizmente, ele não achou uma fórmula mágica…

Aqui em casa eu tenho tentado ler junto com o Tiago há vários anos. Normalmente na cama, antes de dormirmos. Noto que ele gosta. Ele interage, ri e comenta. Quando vamos retomar a leitura ele quase sempre se lembra de onde paramos na véspera mais facilmente do que eu.

Mas ele gosta quando eu leio em voz alta pra ele. Ele mesmo não quer ler em voz alta pra mim. Cheguei a pensar nos últimos tempos em oferecer um prêmio financeiro por livro lido, mas temo que isso acabe passando a ideia de que a leitura não passa de um “trabalho enfadonho”.

A Ju já tem pedido pra comprar livros de estórias e já leu um inteiro sozinha. Mas ainda não comecei a tentar estimulá-la oficialmente…

Eu, que sempre gostei de ler, não tenho certeza de como é que isso começou. Sempre achei que deve ter sido algum dos primeiros livros que eu li que me fisgou. Li “A Ilha Perdida” aos 8 anos e me lembro que gostei tremendamente. Depois foram outros livros da Coleção Vaga-Lume, lembram? “O Escaravelho do Diabo” era ótimo! Depois vieram os livros da Agatha Christie, dos quais eu devo ter lido uns 40. Este mês reli “O Caso dos Dez Negrinhos” (que foi retraduzido e renomeado como “E Não Sobrou Nenhum”) com o Tiago e ele gostou bastante. Mas eu li todo ele em voz alta…

Outra série que o Mentor comenta e que eu li toda pro Tiago é a da Turma do Gordo, cujo primeiro é “O Gênio do Crime”. Os dois ou três primeiros livros da série são muito legais mas depois as estórias começam a ficar muito surreais e sem graça.

Eu não sei se ainda não consegui encontrar o tipo de livro que vai “fisgar” o Tiago ou se a prática de ler em voz alta acaba deixando-o mal-acostumado ou, ainda, se a solução é outra ou se não tem mesmo uma solução…

Alguma idéia?


(Eu ia postar o seguinte como comentário, mas acho que faltou mesmo dizer porque que eu acho a leitura importante.)

Eu também acho que a leitura vai se transformar nos próximos anos. Não há como evitar. Mas se as vendas recentes do Kindle da Amazon indicam alguma coisa não é que a leitura de livros vai deixar de existir por completo.

Por que eu gostaria de cultivar o hábito da leitura nos meus filhos? Em parte é um tanto óbvio, mas há alguns argumentos que eu li recentemente que trazem à luz algumas razões mais específicas.

Um deles é o artigo do Nich Carr chamado Is Google Making Us Stupid?, no qual ele sugere que “na medida em que nós vamos perdendo o nosso repertório interno de uma densa herança cultural nós nos arriscamos a nos transformar em “pessoas panquecas”, espalhando-nos de modo largo e raso enquanto nos conectamos à vasta rede de informações acessíveis ao mero toque de um botão”. (Inspirador, não?)

Tem também um excelente artigo do Keith Stanovich, What Reading Does for the Mind?, no qual ele mostra evidências de como a quantidade de leitura (independente da qualidade, aliás) na infância tem consequências mensuráveis no nível de inteligência do adulto. E o mais impressionante é que quanto mais cedo a criança adquire o hábito, maiores são as consequências…

Agora dá licença que eu tô com pressa… 🙂


Pequenos Céticos

2009-12-05

Mais dia, menos dia, acaba chegando na vida de toda mãe aquele momento em que seu filho faz aquela temível pergunta:

– Mamãe?
– Sim, querido.
– De onde vieram as pessoas?
– Você quer dizer, os bebês? Bem, primeiro o homem pega o pênis e…
– Não, não. Eu quero saber das primeiras pessoas. De onde vieram as primeiras pessoas na Terra?

Fiquei perplexa. O que eu podia dizer? Eu sabia que esse momento iria chegar, mas eu ainda estava completamente despreparada. Eu ficaria feliz em falar de sexo com ele, mas evolução? Como eu poderia explicar evolução para meu filho de três anos quando eu mesma não entendia direito? Afinal, eu era produto do sistema educacional público da Carolina do Sul.

E foi aí que eu disse a pior coisa que qualquer mãe pode dizer ao seu filho quando ele pergunta sobre esse tema controvertido. Não, eu não lhe disse que nós fomos criados por Deus ou que nós fomos plantados aqui há milênios como um experimento extraterrestre. Eu lhe disse algo muito, muito pior.

– Querido, um dia os macacos viraram gente.

Não sei quanto a vocês, mas eu quase caí da rede de tanto rir quando li esse começo da introdução ao artigo de Heidi Anderson, “Skeptical Parenting: Raising Young Critical Thinkers”, na Skeptical Inquiry de novembro. Afinal, eu também tenho dois filhos e nem sempre é fácil encontrar as respostas certas.

A introdução é excepcional e cria muita expectativa para o resto do artigo que não consegue manter o mesmo nível. De qualquer modo, ele é útil para pais céticos vivendo numa comunidade a-cética como a nossa.


Guitar Hero

2009-04-04

Eu nunca me interessei muito por “joguinhos eletrônicos”. Mas em dezembro passado trouxemos um Wii dos EUA junto com um punhado de jogos. Acabamos eu e meu filho ficando vic…, err…, aficionados do Guitar Hero World Tour. Já perdi longas horas brincando e cheguei num nível interessante. E, pra poder contar vantagem, resolvi publicar o nosso score. 🙂

O objetivo é deixar tudo verde, mas tá cada vez mais difícil melhorar.


Camisa por dentro da calça

2009-03-28

Faz tempo que meus dois filhos implicam com o meu hábito de vestir a camisa por dentro da calça. Como sempre, eu me divirto. Há uns dias minha filha Juliana (de seis anos) me veio com essa:

– Pai, por que é que você põe a camisa por dentro da calça?
– Por que o papai acha mais confortável.
– Por que é que você prefere o conforto à beleza?
(…. pausa pra pensar numa boa resposta…)
– Acho que é porque eu sou velho!