Por que não dá pra baixar o “Pouer Point”?

2012-09-26

Vejam só a conversa que tive com minha filha via chat:

14:44 Juliana: papi, eu entrei aqui pra estuda mais eu to no winddows e quero ir no pouer point, mas nao tem power point, como eu baixo?
14:46 eu: oi fofs.  Não dá pra baixar o PowerPoint porque é um programa proprietário. Ele é pago.  A gente não tem PowerPoint em casa.
14:47 Juliana: e pq n pode baixar?
14:47 eu: porque é ilegal. Tem que pagar pra Microsoft pra poder instalar o PowerPoint.  Alguns programas são proprietários e pagos.  Outros, como os do Linux, são “livres” e de graça.  Esses a gente pode baixar.
14:48 Juliana: qual é aquele do google memo?
14:48 eu: É o Google Docs.
14:49 Clique em “Disco” aí em cima do Gmail.  Ele roda no Chrome mesmo
14:49 Juliana: ok
14:49 eu: Depois a gente conversa e eu te explico esse negócio de software proprietário e software livre, tá?
14:50 Juliana: nao prescisa
14:50 eu: Mas eu quero!  Deixa, vai!
14:50 Juliana: rsrrsrzsrrsrsrs
Será que ela vai me deixar explicar? Depois eu conto. 🙂
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Estudar é divertido!

2012-01-27

Estou estudando sobre trânsito porque levei 20 pontos na CNH e vou fazer prova amanhã. Pois é… de novo.

Não acho que eu dirija mal e nem de forma perigosa. Minhas multas foram todas de excesso de velocidade. Mas todas foram de limite de 60 km/h e eu estava sempre um pouco acima dos 70 km/h. Mas a regra é clara e eu não posso reclamar se sou distraído.

Anyway… ler sobre leis de trânsito, placas, gravidade das infrações… digamos que isso não foi o ponto alto das minhas noites recentes. Mas fazer os simulados da prova, ah, isso sim é que é diversão. A maioria das perguntas é bem fácil. Mas também, as opções erradas são geralmente óbvias e muitas vezes hilárias. Vejam essa:


Dependência tecnológica

2011-06-30

 


Camisa por dentro da calça

2009-03-28

Faz tempo que meus dois filhos implicam com o meu hábito de vestir a camisa por dentro da calça. Como sempre, eu me divirto. Há uns dias minha filha Juliana (de seis anos) me veio com essa:

– Pai, por que é que você põe a camisa por dentro da calça?
– Por que o papai acha mais confortável.
– Por que é que você prefere o conforto à beleza?
(…. pausa pra pensar numa boa resposta…)
– Acho que é porque eu sou velho!


Pai, você tem que ser forte

2008-03-09

Sou fã do Nerdcast, um podcast muito divertido, feito por uns nerds cariocas. Eles falam um pouco de tudo o que interessa: filmes, livros, história, jogos, etc.

O episódio 101, sobre Traumas de Infância, foi um dos mais engraçados. Melhor ainda foi uma carta de um ouvinte, lida no episódio 102, na qual ele contou um trauma da sua infância causado pelo seu pai. Eu não vou contá-lo aqui pra não estragar pra vocês. Baixem o episódio e ouçam. A leitura das cartas é logo no início do episódio.

Acontece que eu achei a história tão engraçada que fui logo contar pro meu filho. Depois de contá-la eu fiz questão de que ele a escutasse o iPod. Na manhã seguinte eu fiz a mesma coisa com a minha esposa, que não achou tanta graça. Tenho uma teoria de que as mulheres têm uma deficiência no seu senso de humor, mas isso não vem ao caso agora.

Eu estava tão empolgado com a graça da história que ficava repetindo uma frase que o pai do rapaz teria dito pra ele usando uma voz bem grave:

– Filho, você tem que ser forte. Sua mãe vai virar peixe.

Eu repetia a frase e dava risada.

Naquela manhã era minha vez de levá-los pra escola, dando carona pra um coleguinha do meu filho. É óbvio que eu não podia perder a chance de contar pra mais um e recomecei a repetir a frase no carro. Foram várias vezes.

Chegando na escola todos saímos do carro. Eu encarei meu filho mais uma vez e repeti:

– Filho, você tem que ser forte. Sua mãe vai virar peixe.

Ele me encarou e falou o seguinte engrossando a voz:

– Pai, você tem que ser forte. Essa piada já perdeu a graça.


Sorvetou!

2008-02-24
Minha sobrinha ligou querendo falar com minha filha. Encontrei-a assistindo TV enquanto minha esposa penteava-lhe cabelos. Eu disse a ela que era a prima e entreguei-lhe o telefone. Ela colou-o ao ouvido direito e a mãe reclamou que assim não dava pra continuar penteando…

Vocês sabem o quão difícil é conseguir a atenção de uma criança de cinco anos quando ela está vendo TV, não? É pior ainda quando além dos olhos ela tem os ouvidos ocupados com o telefone.

Eu disse e repeti algumas vezes:

– Troca o telefone de lado.

Mas não adiantou. Foi só quando eu elevei a voz acima do volume da TV que ela se dignou a olhar pra mim. Eu aproveitei a chance e repeti mais uma vez:

– Troca o telefone de lado!

Ela acenou com a cabeça, indicando que havia entendido e pediu pra prima:

– Espera aí, espera um pouco…

Daí ela virou o telefone 180º e colou as costas dele ao mesmo ouvido dizendo:

– Pode falar, prima!

Enquanto eu me dobrava de rir a mãe ainda conseguiu dizer:

– Sorvetou!


Embebe em álcool e põe

2007-12-21

Não foi a situação mais constrangedora pela qual já passei, mas é o máximo de constrangimento que eu me atrevo a passar neste blog.

Aconteceu há alguns meses. Fui à dentista pra dar uma olhada num dente que estava me incomodando. Conheço-a há muitos anos e o nosso papo é sempre bem agradável. Cheguei e esperei um pouco enquanto ela terminava uma consulta. Na minha vez ela me pediu um tempinho pra arrumar as coisas, já que era tarde e sua secretária já havia ido embora. Aproveitei pra iniciar o papo falando do assunto padrão: filhos. Os meus estavam gripados e tiveram febre naquele dia.

Eu falava disso em pé, na porta da sala do consultório, enquanto ela ia de um lado pro outro arrumando as coisas. Quando eu falei de febre ela parou, me encarou seriamente e disse:

– Sabe, eu fiquei sabendo esses dias de uma técnica ótima pra tirar a febre sem precisar de remédio.

Parecia importante e eu prestei atenção enquanto ela explicava:

– Você pega uma meia, embebe em álcool e põe.
– No ânus? Eu perguntei assustado.
– Não! Ela retorquiu encabulada. No pé!

(Podem terminar de rir… Eu espero.)

Eu sei… parece inacreditável que eu tenha dito aquilo. Mas depois de ter um acesso de riso na frente dela que durou uns dois minutos eu consegui me acalmar e tentei colocar panos quentes. Nessas horas é melhor ficar quieto pra não piorar as coisas. Mas eu não me lembrei disso e falei:

– É. Se fosse, curava tudo, né?

Não podia ficar muito pior do que isso. Durante toda a consulta eu me esforcei pra prestar atenção à conversa mas sem muito sucesso. Virava e mexia e lá vinha aquela risada impossível de evitar. Uma semana depois do incidente eu ainda tinha ataques de riso nos momentos menos convenientes. Minha esposa já não agüentava mais.

Mas eu tentei aproveitar este tempo pra entender como é que aquilo pôde acontecer.
Não, justificar não, pois é impossível. Mas eu queria encontrar uma explicação pra aquela idéia estapafúrdia ter passado pela minha cabeça.

A explicação que encontrei é a seguinte. Em primeiro lugar, quando ela começou a falar da tal “técnica” eu tive a nítida impressão de que ela havia abaixado a voz, como se estivesse tomando cuidado pra não falar alto demais. É bem possível que isso não tenha ocorrido de verdade e que tenha sido uma falsa impressão decorrente do fato de ela ter parado de fazer o que estava fazendo pra falar do assunto. Pode ser, também, que eu simplesmente tenha construído esta memória na tentativa de encontrar alguma explicação pra minha escorregada. Não sei. Mas alguma coisa na atitude dela sinalizou pra mim que poderia haver algo de “inusitado” na técnica que ela estava pra me explicar.

Em segundo lugar, quando ela disse “embebe em álcool e põe” ela fez um movimento insinuante com a mão direita. Primeiro ela uniu as pontas dos cinco dedos e os apontou pra baixo. Depois ela fez um movimento rápido de rotação com o pulso fazendo os dedos apontarem para o teto. Não sei quanto à vocês, mas por mais que eu pense sobre o assunto eu não consigo imaginar alguém fazendo este movimento pra calçar uma meia.

Nos poucos décimos de segundo que se passaram entre ela dizer “e põe” e eu responder “no ânus?” meu cérebro construiu uma imagem inusitada e totalmente diferente da que ela tentava representar. E diante do espanto que a imagem me causou, não houve tempo para eu me censurar e me impedir de proferir aquela obcenidade.

Mas não foi tão ruim como pode parecer. Afinal, nós nos conhecemos há bastante tempo. A única coisa que me incomoda agora é não saber o que ela ficou pensando depois. Quer dizer, ela também deve ter construído a sua própria teoria sobre a minha reação. Espero que eu não tenha ficado muito mal na fita…

Acho que não. Afinal, eu escrevi este post alguns dias depois do incidente, quando a memória ainda estava vívida. Desde então já estive no consultório dela outra vez e não houve nenhuma rememoração constrangedora. Só por isso resolvi finalmente publicar minha história.

Agora é com vocês. Ajudem-me a me sentir melhor contando as suas próprias experiências constrangedoras e fazendo-me acreditar que todo mundo passa por isso uma vez ou outra.